quarta-feira, 8 de junho de 2011

Conversando a gente se entende...

...ao menos é o que dizem. Também já vi muita gente aprender , se desentender, formar alianças e declarar guerras. Há um autor, já falecido, que usava o nome de pena de Stanislaw Ponte Preta. O nome real dele era Sérgio Porto. Muito gente boa.

Bom, para os mais jovens, que não tiveram mesma sorte que eu de ter lido seus livros, ele começou a lançar seus livros antes mesmo de haver a ditadura militar aqui no Brasil, porém, seus livros mais famosos, da série FEBEAPA - Festtival de Besteiras que Assola o País são contemporâneos da referida ditadura, e usava reportagens jornalísticas provenientes de todo o país e escrevia sobre esses fatos, normalmente considerados ridículos, de maneira cômica.

Ao lado do FEBEAPA, havia a série de livros da Família Ponte Preta, como Tia Zulmira e Eu e Primo Altamirando e Elas, entre outros. Em um dos livros da Família Ponte Preta, ele disse que ' da discussão nasce a luz', pois, "nenhum especialista em alguma coisa está realmente disposto a ensinar sobre sua especialidade, mas, está sempre pronto a demonstrar que sabe de verdade.

Por exemplo, digamos que em nossa mesa tenhamos um convidado para o almoço, um nutrólogo, e alguém diz: 'ei, me passa a panela de farofa por que estou precisando de ferro', naturalmente, nosso convidado irá fazer sermão sobre as propriedades da mandioca e do quanto não entendemos de sua especialidade, mas, teremos a informação que desejamos direto sobre um especialista no assunto, ali, em nossa mesa". Ou alguma coisa muito parecida.

O importante é: de uma forma ou de outro, através de uma conversa ele obteve a informação que precisava e/ou desejava. Quantas e inúmeras vezes, através de uma conversa de ponto de ônibus, aprendemos algo novo, recebemos uma pequena informação, e mal nos damos conta, por que subestimamos as informações e, mais ainda, sua fonte.

Porém, quando lembramos que, a partir das informações que produzimos conhecimento, deixamos de lado a vaidade e tentamos enxergar o fundo de verdade naquilo que nos é dito, fica muito mais fácil nos atualizarmos sem grandes esforços, pesquisa passa a ser um passa - tempo. Quanto mais se conversa com as pessoas, melhor fica sua dicção, mais se aprende sobre história, filosofia, sociologia, respeito e convivência e até mesmo tópicos específicos como genética e nanotecnologia. Quem está com vontade de conversar?

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