sábado, 9 de abril de 2011

Criatividade

Eis uma palavrinha que mais parece arroz de festa. Quando não se tem palavra melhor para se descrever algo, metemo-la no meio da frase. É de inacreditável versatilidade.

Mas, diferentemente do que as pessoas costumam fazer com a pobre palavra, ser criativo é inteiramente diverso de ser inventivo. Pode parecer tolice, mas, há quem confunda tais vocábulos.

Ser inventivo é quando você, a partir de uma idéia na cabeça e muito força de vontade faz algo se tornar material, por exemplo, o primeiro computador pessoal comercial em grande escala, produzido pela Microsoft.

Ser criativo é quando se utiliza aquilo que já existe para dar uma nova função ou conceito, por exemplo, os telefones celulares atuais, que, além de todas as funções de um computador de bolso, faz videoconferência, videochamada, tem acesso à internet, faz cafezinho, paga as contas, cria os filhos, limpa a casa, põe o lixo para fora, faz as compras e ainda fala!

Outro bom exemplo são os carros-conceito, eles fazem absolutamente tudo, são econômicos, híbridos e ainda te levam e te trazem para e de onde quiserem. Não é maravilhoso?

Trazendo para o nosso pequeno círculo, você se considera inventivo, criativo ou os dois? Por que?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ainda Falando sobre Perfeição

Divaguemos. Se você pudesse criar uma escola perfeita, como ela seria? Como seria a aparência, os pais, os alunos, qual seria o nível de exigência, as regras, que tipo de professores trabalhariam na sua escola, como seriam as condições de trabalho, esse tipo de coisas?
Descreva como seria sua escola da ponta do telhado ao alicerce, da porta da rua aos cantinhos da sala de aula.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Perfeição

É um conceito que muda através dos tempos, mas, tem como princípio fundamental ser algo ou alguém sem falhas ou erros. Como seres somos imperfeitos, sendo ou não humanos. Isto se dá pelo simples fato de que a vida é feita de escolhas.

Digamos que minha mãe quisesse que eu fosse Física, meu pai quisesse que eu fosse modelo de passarela e eu quisesse ser professora. Analisemos as possibilidades:

1) Física: Para início de conversa, precisaria ter uma grande aptidão para Ciências. É um curso solitário e você chega a um ponto da vida onde uma nova escolha precisa ser feita o mais acertadamente possível: ir para uma sala de aula ou se arriscar no campo das pesquisas. Digo 'arriscar' por ser um campo bastante restrito.

2) Modelo de Passarela: A maioria das meninas começam por volta de 12 anos de idade, têm altura média de 1 metro e 70 centímetros, não concluem os estudos e têm uma vida profissional curta. Muitas das que tentam, normalmente, não chegam a conhecer o super-estrelato que algumas experimentam.

3) Professora: Necessariamente conclui os estudos, pode atuar de diversas maneiras, não tem altura mínima, idade máxima ou vida profissional com prazo de validade. Eu escolheria esta opção. Escolha feita, conseqüência aceita.

Pode parecer bobagem, mas, toda escolha acarreta numa série de conseqüências. Eu não sei você, mas eu não me atreveria a estudar Física. Acredito piamente que hajam pessoas que tenham Física no DNA, mas eu não me encontro neste grupo. Não sou tão alta a ponto de pensar em ser modelo, e gosto demais de estudar para me privar disso.

Ser professora pode não ser glamuroso, ou gerar rios de dinheiro em contratos publicitários. Na verdade, professores e estudantes universitários têm algo em comum: vivem sem dinheiro. Mas, apesar desse pequeno detalhe, para mim, é a profissão que mais perto chega de ser perfeita.

E para você? Se você pudesse adicionar ou retirar alguma característica da profissão com o intuito de torná-la perfeita para você, o que adicionaria ou retiraria? Por que?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Simplicidade

Nos textos postados nos dois últimos dias, algumas características se destacavam, mas a que desejo comentar hoje é a simplicidade.

Ela é a ordem sob a qual a vida é regida, é o motivo das estrelas brilharem e nos encantar a cada noite, desde o início do mundo. Os mágicos de circo nos deixam perplexos por fazerem aparecer e desaparecer coisas e manter uma aparente simplicidade em seus movimentos.

Dançarinos profissionais levam anos treinando e se aperfeiçoando para, em um campeonato de alto nível, parecerem plumas ao vento, leves, suaves, simples e perfeitos, fazem parecer tudo muito simples, quando, na realidade, não é.

Os maiores professores que já conheci faziam parecer tudo muito simples, leve e natural, como os dançarinos que foram citados acima, sempre com muita propriedade e conhecimento de causa.

E você, usa a simplicidade no seu cotidiano? Se sim, como? Se não, por qual razão?

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Maior de Todos os Problemas

Há uma antiga história sobre um homem que foi ver o Buda porque tinha ouvido falar que ele era um grande mestre. Como todos nós, esse homem tinha alguns problemas na vida e achava que o Buda poderia ajudá-lo.

Ele disse ao Buda que era fazendeiro. "Eu gosto de administrar fazendas", ele disse, "mas às vezes não chove o bastante e minha colheita é escassa. No ano passado, quase ficamos na miséria. E às vezes chove muito, de modo que meus rendimentos não são o que eu gostaria que fossem". O Buda escutou o homem pacientemente.

"Sou casado também", disse o homem. Ela é uma boa mulher...Eu a amo, de fato. Mas às vezes ela me apoquenta muito. E às vezes eu me canso dela." O Buda ouviu serenamente.

"Eu tenho filhos", disse o homem. "Filhos bons também...mas às vezes eles não demonstram ter muito respeito por mim. E às vezes..."

O homem prosseguiu assim, relatando todas as suas dificuldades e preocupações. Finalmente, ele se acalmou e esperou que o Buda dissesse as palavras que haveriam de ajeitar as coisas para ele. Em vez disso, o Buda disse: "Eu não posso ajudá-lo."

"O que quer dizer?", perguntou o homem, surpreso.

"Todos têm problemas", disse o Buda. "Na verdade, todos temos 83 problemas, cada um de nós; oitenta e três, e não há o que você possa fazer sobre isso. Se você trabalhar duro em um deles, talvez voc^possa resolvê-lo - mas , se fizer isso, outro surgirá no lugar dele. Por exemplo, você, num período posterior da vida, perderá seus entes queridos. e você mesmo morrerá algum dia. Ora, há um problema e não há nada que você, nem eu, nem ninguém mais possa fazer sobre isso.

O homem ficou furioso. "Pensei que o senhor fosse um grande mestre!", ele gritou. "Achei que o senhor poderia me ajudar! De que serve sua doutrina, então?"

O Buda disse: "Bem, talvez ela o ajude com o problema de número 84." "O problema de número 84?', indagou o homem. "Qual é ele?" Disse o Buda: "Você não quer ter nenhum problema."

- Extraído de Budismo Claro e Simples

de Steve Hagen, Ed. Pensamento.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resolvendo Problemas com Criatividade

O zelador de uma escola de segundo grau estava ficando cada vez mais frustrado com um grupo de meninas travessas que passavam batom nos lábios e depois pressionavam a boca contrao espelho dos banheiros. No meio da manhã, todos os dias, marcas de batom adornavam os espelhos de todos os banheiros.

O zelador foi se queixar à diretora da escola, que decidiu fazer uma demonstração inusitada para desencorajar o comportamento das alunas. Ela reuniu as meninas no banheiro e foi ao encontro delas acompanhada do zelador. Ela explicou às meninas que aquele comportamento era inadequado e ressaltou o trabalho adicional que o zelador estava tendo para limpar os espelhos.

Ele pegou um esfregão que estava dentro de um balde, mergulhou-o na privada mais próxima e passou - o no espelho.

Os espelhos da escola nunca mais tiveram marcas de batom.



- Margaret J. Wheatley


E você, como costuma solucionar seus problemas?