sexta-feira, 29 de junho de 2012

Não me insulte! - Parte 3

A ignorância normalmente é divertida, conforme vimos ontem, mas, quem nunca esbarrou em alguém que goste de se vangloriar do conhecimento e trabalho seus, como se fossem da pessoa? É particularmente irritante e antiético. Como dizia um sábio: fazer firula com o chapéu dos outros é fácil! Mas, por mais que a pessoa tente passar como entendido do assunto, em algum momento não muito distante, as pessoas notarão a completa ausência de embasamento do mesmo.

Apesar da diversão momentânea que a ignorância pode gerar, ela precisa ser erradicada, como uma doença deve ser. O culto à ignorância é um círculo vicioso que deve ser rompido. Ele mantém que se você tem aparência, dinheiro, juventude e for famoso, você não precisa saber, seja lá o que for. Isso explica a corrida desenfreada pela juventude eterna, milagres em potes e beleza a qualquer custo.

O jeito mais fácil de não cair nessa armadilha mortal é instruir aos estudantes desde sempre que conhecimento é o único bem portátil, que não ocupa espaço, só aumenta com o passar do tempo e nunca pode ser perdido, roubado ou extraviado. Sentir bem consigo mesmo é uma coisa, ser escravo da indústria de cosméticos e dos programas de fofocas é outra bem diferente.

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