terça-feira, 19 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 2

Conforme escrevia ontem, aquele trabalho que temos em preparar materiais didáticos são falhos e não são conhecidos por seu aproveitamento a longo prazo. Desta maneira, decidi pesquisar alguma forma de saber exatamente o que cada estudante realmente sabe, para que possamos direcionar melhor nossos esforços didáticos e trabalhemos menos, atingindo maiores e melhores resultados.

Após ter visto na televisão um documentário sobre uma comunidade fechada e seu método de ensino, onde os estudantes não têm dever de casa, todos os dias são arguidos oralmente, e cada dia de aula é um dia de avaliação, a mais alta tecnologia utilizada são o giz colorido, quadro verde e apagador, e, ainda assim, há ordem e silêncio na sala de aula, algumas idéias malucas que sempre defendi me pipocaram à mente mais uma vez.

Sempre acreditei que o ato de ensinar se constitui muito mais de simplicidade e ritmo do que de recursos. E, dependendo de quem ensina, a quem e o que, se torna mais ou menos prazeroso, mas, nunca uma missão impossível. Vendo a simplicidade da sala de aula do referido Professor e a limitação de recursos com os quais trabalhava, ficou claro como água o que estava faltando nas nossas salas de aula: critérios.

Sim, isso mesmo. Temos objetivos, procedimentos, e um milhão de distrações, mas, não avaliamos corretamente o que realmente acontece ao nosso redor, afinal, não temos tempo, precisamos atender a cinco turmas na mesma manhã, não conhecemos nossos alunos, é humanamente impossível. Não dá para associar todos os nomes e rostos de alunos, são muitos, e, ao longo da carreira, o número de ex - alunos supera a de estudantes atuais, e você dificilmente lembrará de todos eles.

Desta forma, comecei a imaginar como manter um banco de dados simples, analógico, portátil e de fácil confecção, para, ao menos, poder conhecer melhor cada aprendente, seus pontos fortes e fracos, de forma a melhor desenvolver suas potencialidades com menor esforço. 

Daí, rascunhei, à parte, o que parecia interessante saber sobre cada um, e deu na seguinte lista: uma foto atual, para que você não precise adivinhar quem é quem, o nome do dono da foto, número, turma, série, data de nascimento, pois, a partir daí, você consegue descobrir quem está atrasado, no ritmo ou adiantado com base na idade em relação à série.

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