sábado, 23 de junho de 2012

Educação e Moda

O que ambas áreas do conhecimento têm em comum? Vejamos... uma coisinha ou duas. Comecemos pela primeira: em Educação, o objetivo é facilitar a aquisição de conhecimentos necessários para a formação individual de cada pessoa de maneira integral, para se torne um alguém independente, crítico e produtivo.
A Moda objetiva facilitar a expressão individual de estilos, pensamentos, emoções, desejos deste alguém independente, crítico e produtivo. Entretanto, seu campo de atuação não é integralista. Mas, ambos pretendem facilitar algo para alguém. Eis o ponto onde queria chegar.
Por que motivo complicar as coisas, se o objetivo aqui é simplificar?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 5

De posse das infomações pessoais de seus estudantes, respectivas fotografias, sua lista de pontos a observar, terá condições de montar seu material. Para isso, você também precisará de:
1 caderno milimetrado;
1 caneta,
Tempo.

Na primeira página de seu caderno, faça uma pequena ficha de identificação, com o seu nome, a que escola se refere (no caso de trabalhar em mais de uma), turno, e o que mais considerar pertinente para esse fim. Logo abaixo, enumere sua lista de pontos a observar, literalmente, como no exemplo:
1 - Presença;
2 - Pontualidade,
3 - Apresentação. E assim por diante.

Virando a primeira folha, comece a pôr os dados dos aprendente logo na segunda folha, começando pela fotografia, no canto superior esquerdo, ao lado da foto, escreva o nome e demais dados coletados. Uma vez terminada esta etapa,  pule um quadrinho e escreva os números correspondentes à sua lista de atributos, em ordem crescente.

Abaixo do quadrinho que foi pulado, escreva, em ordem crescente os números de 01 -31, que são o número máximo que um mês pode ter. No quadrinho pulado, escreva apenas a primeira letra, em maiúsculo, do mês em questão, neste caso, estamos, em Junho, J, portanto.

Repita o processo de escrever os números de sua lista, a primeira letra do mês e o número máximo de dias, para todos os meses. Dependendo do tamanho do caderno adotado, você obterá duas tabelas verticais no caderno de 1/4, que o foi o que adotei para meu uso pessoal, ou três tabelas verticais e uma horizontal no caderno de tamanho universitário. Faça isso para cada aluno. Por questões de economia de tempo, você pode adotar o uso de carimbos: um numérico e um alfabético, para lhe auxiliar na confecção das tabelas.

A utilização não poderia ser mais simples: é como palavras cruzadas. Se você gosta de trabalhar com conceitos, você atribuirá um conceito a cada item avaliado naquele dia, aqui, foram enumerados 10 itens diferentes, portanto, o estudante tem 10 possibilidades de obter até dez conceitos máximos, sem prejuízo algum ao conceito final.

Se você é como eu, e prefere trabalhar com números, dê nota de 0 a 10 em cada item.  Ao fim de uma semana, você irá reparar que ficará mais fácil saber exatamente o que cada um sabe, como e quanto, e também será mais fácil atribuir conceitos e notas finais, bem como argumentar com pais e responsáveis sobre os resultados dos estudantes.

Experimente e conte aqui no blog como se saiu, o que achou bom e o que não gostou e nos dê sugestões para posterior aperfeiçoamento.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 4

Eis a nossa lista, conforme prometido ontem:

1) Presença

Sem este primeiro ponto, não há como avaliar o estudante. Portanto, é o primeiro da lista, sendo item imprescindível na formação de nota do dia em questão.

2) Pontualidade

Se o aluno chega atrasado, perderá parte do conteúdo a ser ministrado, afetando negativamente seu pleno entendimento, o que se refletirá em seu rendimento escolar, que é algo realmente indesejável, e, ainda mais desagradável é o fato de interromper a linha de raciocínio da turma e do Professor.

3) Apresentação

Este item não se trata de concurso de beleza. Neste ponto, você observará quem vai à escola com o uniforme completo, limpo, com o material completo, o cuidado dispensado ao próprio material didático e coisas do gênero.

4) Língua Portuguesa

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula, deveres de casa e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante.O correto conhecimento desta área permite a melhor compreensão do que se ouve e escreve; aumentando as chances de entendimento daquilo que se fala,facilitando a construção de conhecimento e a interação interpessoal

5) Matemática

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula, deveres de casa e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante. A correta aplicação desse conhecimento implica diretamente na capacidade de organização mental eno desenvolvimento do raciocínio lógico e resolução de problemas.

6) Ciências

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula, deveres de casa e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante. O conhecimento das causas e efeitos dos elementos naturais sobre a vida que nos cerca é de grande utilidade para a tomada de decisões sobre setores cruciais tais como alimentação, saúde, bem estar, prevenção de acidentes, entre outros.

7) História

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante. Sem entender o desenrolar das causas e efeitos dos atos passados, corremos o sério risco de cometermos os mesmos erros, causando prejuízos e problemas desnecessários.

8) Geografia

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante. Nada melhor que saber se situar no mundo, na cultura vigente, entender como as pessoas vivem, amam e sonham, como respeitar isso e aprender com a diversidade.

9) Conhecimentos Gerais

Dentro dos conteúdos apresentados, por meio de tarefas durante a aula e arguição oral, você avaliará os conhecimentos individuais daquele estudante. Nem tudo são livros. O que acontece à nossa volta tem sua importância nas nossas tomadas de decisão, saber o que se passa e/ou no nosso bairro, cidade, país, continente, mundo, faz com que possamos nos divertir, nos precaver, nos direcionarmos pelo melhor caminho.

10) Comportamento

Este quesito trata de uma questão fundamental: como o estudante interage com seus colegas e com os funcionários da escola? Essa resposta irá influenciar todo o seu rendimento escolar, e o de seus colegas de classe também.

Agora que a lista está pronta, que tal fazermos nossa pequena ferramenta?






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 3


Uma vez de posse de tais informações, você saberá, de acordo com a sua experiência e prática, a melhor maneira de se aproximar de cada estudante. Mas, isso não é o bastante. Você precisa saber o que cada um sabe, e mais importante ainda, o que não sabe, certo? Bom, desta forma, vamos precisar de uma segunda lista, a qual discutiremos neste post.

De acordo com a primeira lista, você não tem dúvidas sobre quem é seu estudante. Só isso, já é um terço do caminho a ser percorrido. Em sua segunda lista, deverão figurar coisas que você julgue importante para o pleno desenvolvimento do aluno e desenvoltura de sua aula. Mas, para que isso ocorra, deverá se perguntar duas coisas: 1) Sou Professor Generalista ou Especialista? e 2) Quais são as atitudes, conhecimentos e ações que podem dar suporte ao que tenho a ensinar?

Eu explico: se você é Professor do antigo Primário, logo, é Generalista, uma vez que você sozinho trabalha com todas as matérias. Se você é Professor do antigo Ginásio em diante, logo, é Especialista, uma vez que você só trabalha com aquela determinada matéria. 

Com relação à segunda pergunta, a resposta se encontra nas necessidades de cada um, mas, para fins ilustrativos, elaborei uma lista Generalista bem básica, com dez pontos formadores de nota diária, conforme irá conhecer amanhã.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 2

Conforme escrevia ontem, aquele trabalho que temos em preparar materiais didáticos são falhos e não são conhecidos por seu aproveitamento a longo prazo. Desta maneira, decidi pesquisar alguma forma de saber exatamente o que cada estudante realmente sabe, para que possamos direcionar melhor nossos esforços didáticos e trabalhemos menos, atingindo maiores e melhores resultados.

Após ter visto na televisão um documentário sobre uma comunidade fechada e seu método de ensino, onde os estudantes não têm dever de casa, todos os dias são arguidos oralmente, e cada dia de aula é um dia de avaliação, a mais alta tecnologia utilizada são o giz colorido, quadro verde e apagador, e, ainda assim, há ordem e silêncio na sala de aula, algumas idéias malucas que sempre defendi me pipocaram à mente mais uma vez.

Sempre acreditei que o ato de ensinar se constitui muito mais de simplicidade e ritmo do que de recursos. E, dependendo de quem ensina, a quem e o que, se torna mais ou menos prazeroso, mas, nunca uma missão impossível. Vendo a simplicidade da sala de aula do referido Professor e a limitação de recursos com os quais trabalhava, ficou claro como água o que estava faltando nas nossas salas de aula: critérios.

Sim, isso mesmo. Temos objetivos, procedimentos, e um milhão de distrações, mas, não avaliamos corretamente o que realmente acontece ao nosso redor, afinal, não temos tempo, precisamos atender a cinco turmas na mesma manhã, não conhecemos nossos alunos, é humanamente impossível. Não dá para associar todos os nomes e rostos de alunos, são muitos, e, ao longo da carreira, o número de ex - alunos supera a de estudantes atuais, e você dificilmente lembrará de todos eles.

Desta forma, comecei a imaginar como manter um banco de dados simples, analógico, portátil e de fácil confecção, para, ao menos, poder conhecer melhor cada aprendente, seus pontos fortes e fracos, de forma a melhor desenvolver suas potencialidades com menor esforço. 

Daí, rascunhei, à parte, o que parecia interessante saber sobre cada um, e deu na seguinte lista: uma foto atual, para que você não precise adivinhar quem é quem, o nome do dono da foto, número, turma, série, data de nascimento, pois, a partir daí, você consegue descobrir quem está atrasado, no ritmo ou adiantado com base na idade em relação à série.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma idéia maluca! - Parte 1

Bom, comecemos do princípio: desde a época de estudante, sempre tive a impressão de que nós, Professores, trabalhamos demais para obter tão poucos resultados. Quando ingressei na nobre profissão, a prática  mostrou aquilo que Professores bem mais experientes já haviam confirmado, que aquela não era apenas uma impressão minha, e, sim, a mais pura verdade.
Pense bem. Somos nós que criamos trabalhos, testes, provas, seminários, passeios, excursões, enfim, uma miríade de atividades, todos com o propósito de ajudar a fixar o conhecimento adquirido pelo estudante, firmando conceitos fundamentais para o devido entendimento da disciplina, a qual é uma ferramenta importante para o entedimento de vida e mundo do indivíduo, certo?
Temos boas intenções, é verdade. Só queremos ajudar, mas só esquecemos que tudo o que vai, um dia volta. Somos campeões em esquecer disso. Acontece que aquelas duas toneladas de tarefas que você enviou para que seus estudantes desenvolvessem em casa, alguma hora, irá voltar para a sua mesa para a devida correção, atribuição de conceito ou nota, dependendo de como você trabalhe, registro para fins comprobatórios e legais dos conceitos ou notas e devolução das tarefas aos discentes. 
Bem, adivinha só o que acontece com todo o seu trabalho e esforço para produzir tais materiais após um ano ou dois? Lixo, direto e reto! Com alguma sorte, de toda a sua antiga turma, cinco irão preservar tais materiais, por ordem da mãe, e dez enviarão à coleta seletiva, afinal, é preciso proteger o meio ambiente. Não há quaisquer motivos para que mantenham arquivados tais materiais, para esses estudantes.
Como se não bastasse, os métodos acima citados são comprovadamente falhos, e, cá entre nós, seria ingenuidade acreditar que nenhum deles 'colou' do colega do lado. E, até onde a Biologia nos ensina, só possuímos um único par de olhos, mas precisamos vigiar de trinta a quarenta estudantes por vez. 

Sempre haverá aquele que não observamos direito, afinal, como foi dito, só temos um par de olhos.E, apesar de tantos esforços, você ainda não sabe exatamente o que seu estudante realmente sabe, quanto e como, o que lhe dá falsas direções para seguir com o programa.

domingo, 17 de junho de 2012

Uma idéia maluca!

 No último ano, estive às voltas com com uma idéia. Sim, uma idéia. Confirmada pela prática da nobre profissão, e respaldada pela prática de outros profissionais, ainda mais experientes que esta que lhe escreve: trabalhamos demais para obter resultados poucos.
 E, como amo pesquisar, resolvi ir atrás de uma ferramenta que consertasse tal desperdício de tempo e recursos, para que pudéssemos saber de maneira individual e precisa o que e quanto o estudante sabe, de forma a melhor direcionar nossos esforços e atender satisfatoriamente às necessidades dos discentes.
 Para explicar o que foi descoberto nas pesquisas feitas, decidi escrever uma série de postagens,em cinco partes, abordando cada aspecto crucial da pesquisa.