sábado, 30 de junho de 2012

Não me insulte! - Parte 4

Existe algo mais desagradável no mundo inteiro que pessoas mal - educadas? Até hoje, não encontrei algo pior. Incrivelmente, há muitos exemplos desse tipo de comportamento dentro das escolas. São tantos, que, se formos parar para analisar, daria para escrever um livro sobre o assunto. Na sua opinião, que tipo de grosseria você mais abomina dentro do ambiente escolar?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Não me insulte! - Parte 3

A ignorância normalmente é divertida, conforme vimos ontem, mas, quem nunca esbarrou em alguém que goste de se vangloriar do conhecimento e trabalho seus, como se fossem da pessoa? É particularmente irritante e antiético. Como dizia um sábio: fazer firula com o chapéu dos outros é fácil! Mas, por mais que a pessoa tente passar como entendido do assunto, em algum momento não muito distante, as pessoas notarão a completa ausência de embasamento do mesmo.

Apesar da diversão momentânea que a ignorância pode gerar, ela precisa ser erradicada, como uma doença deve ser. O culto à ignorância é um círculo vicioso que deve ser rompido. Ele mantém que se você tem aparência, dinheiro, juventude e for famoso, você não precisa saber, seja lá o que for. Isso explica a corrida desenfreada pela juventude eterna, milagres em potes e beleza a qualquer custo.

O jeito mais fácil de não cair nessa armadilha mortal é instruir aos estudantes desde sempre que conhecimento é o único bem portátil, que não ocupa espaço, só aumenta com o passar do tempo e nunca pode ser perdido, roubado ou extraviado. Sentir bem consigo mesmo é uma coisa, ser escravo da indústria de cosméticos e dos programas de fofocas é outra bem diferente.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Não me insulte! - Parte 2

Conforme dito ontem, há dias em que até ser chamado de bonito se torna uma ofensa. Falando em ofensas, quem nunca ouviu um estudante dizer um palavrão ou viu o mesmo fazendo um gesto obsceno? Falta de respeito? Sim, com certeza, e de educação, de limites, entre outras coisinhas mais, sem dúvida alguma. 

Cá entre nós, quem nunca desejou poder dar uns berros para acabar com a bagunça, mesmo que temporariamente? Já ouvi alguns Professores que, no auge de sua frustração, acabaram dizendo palavrões em sala de aula, para quem quisesse ouvir. Aceitável? Não, sem dúvidas. Desculpável? Depende da situação. Interessantemente, ouvi um Professor universitário dizer algo muito curioso, há alguns meses. 

Ele dizia que não é preciso se rebaixar a tanto, ou amaldiçoar cada geração da família do estudante, pois, a nossa vingança é que cotidianamente, quando assinam uma prova ou teste, costumamos escrever 'Aluno' (latim: sem luz, em uma tradução muito livre), e eles assinam o nome completo ao lado! Ou seja, eles confirmam o fato de não terem luz! Quem nunca ouviu o termo 'espírito sem luz', maneira sutil de dizer 'assombração'?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Não me insulte! - Parte 1

Pois é, tem dias que parecem terem sido amanhecidos do lado do avesso, dá tudo errado. Gostemos ou não, é a vida, não dá para ganhar todas. Mas, certamente, há certos aborrecimentos que podem e devem ser evitados, até para a manutenção física e mental de cada um. Hoje, desejo escrever sobre algo terrível que acontece nas salas de aula do mundo inteiro: o insulto à nossa inteligência.

Quem nunca ouviu de um estudante aquela desculpa esfarrapada sobre o dever de casa não feito, o trabalho não entregue, a não presença durante a apresentação de um seminário, prova, teste, e seja lá o que mais use para avaliar o rendimento de seus aprendentes? Ou mesmo aquele indivíduo que só comparece para pertubar a aula?

E, não podemos esquecer dos metidos a valentões, dos que se acham engraçadinhos, dos provocadores, aqueles que propositalmente esquecem o material todo em casa e etc. Quem disser que nunca teve uma figurinha fácil dessas em classe, nunca ministou uma aula na vida. E, quando perdemos a paciência e dizemos umas verdades, ainda somos chamados a atenção. Dá pra entender? Por favor, tudo na vida tem limites!

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Moda Sustentável na Educação - Parte 2

Com relação ao material utilizado para a confecção dos uniformes, já mencionei que são pessoas em fase de crescimento que transpiram em meio dia o que um adulto leva dois dias inteiros para transpirar? Nessa fase, aplica - se a teoria do mais comum dos franceses de que 'é bom suar' :-P.

 Estão em constante atividade, sentem calor, e quaisquer materiais que privilegiem essa caraterística, devem ser contemplados, pois, não somente irão facilitar a troca de calor com o ambiente, os processos de lubrificação e resfriamento, mas, em algum lugar, no meio do caminho, evitarão problemas de pele derivados de fungos e parasitas.

Eses mesmos materias têm o costume de serem baseados em fibras naturais, que, agridem muito menos o meio ambiente em sua decomposição, por ser menos demorada que as sintéticas. Dessa maneira, estará contribuindo para a manutenção da saúde e bem - estar físico e mental de seus aprendentes, evitando dissabores médicos e dias de falta.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Moda Sustentável na Educação - Parte 1


A Moda, conforme já foi explicado aqui, influencia as pessoas para o bem ou para o mal. Mas, também influencia o bem - estar daqueles que a utilizam. E exemplo mais fácil e claro seria impossível de encontrar em qualquer outro lugar que não fosse dentro da Escola. Afinal, dentro do ambiente e horário escolares, o estudante costuma ser obrigado a usar um uniforme, certo?

De acordo com essa premissa, deduz - se que seja de um determinado modelo, comprimento, material, cor, entre outros atributos. Bom, aqui discutiremos dois aspectos: cor e material. Sim. Pode parecer coisa pouca, mas, faz diferença. Comecemos pela cor: há três tipos de cores, de acordo com os Professores de Arte: quentes (vermelho e amarelo, por exemplo), neutros (cinza e verde) e frios (azul e roxo).

Acontece que, quem escolhe as cores dos uniformes dos estudantes não tem o costume de levar três pequeninos aspectos em consideração: 1) são estudantes, aprendizado requer algum tipo de sujeira ; 2) estão em fase de crescimento, literalmente, e por esse motivo, transpiram mais que um adulto, 3) o arranjo de cores influencia sim, o estado mental das pessoas, para melhor ou para pior, dependendo de como se faça.

O uniforme de cor ideal é de cor neutra, em tom que disfarce a sujeira e faça a transpiração ser liberada sem problemas. A cor neutra sempre é equilibrada entre quente e frio, por isso, costuma ser agradável aos olhos, o tom deve favorecer o trabalho pedagógico, de forma a manter a roupa aparentemente limpa, sem causar grandes constrangimentos devido a uma tinta ou poeira mal sacudida da roupa. O que faz com que as pessoas passem menos tempo focando na roupa e mais tempo naquilo que realmente importa: construir conhecimento.

domingo, 24 de junho de 2012

Educação e Rio + 20


Ontem escrevi sobre Educação, Moda e Simplicidade. O que essas coisas têm a ver com a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que se passou no Rio de Janeiro? Muito simples: Moda é um ramo que influencia as demais pessoas, para o bem ou para o mal, bem como a Educação, e, para que isso aconteça, precisa haver simplicidade. A Rio + 20 tem esse nome, para quem não sabe, por há 20 anos, nesta mesma época de 1992, houve a primeira conferência de peso sobre Ecologia e Sustentabilidade, a chamada, então, Eco 92.

Naquela época, poucas pessoas tinham computadores e, a Internet, assim como os telefones celulares, era para poucos. O máximo de tecnologia disponível para as pessoas comuns era o telefone convencional, que custava uma pequena fortuna para adquirir e fazer chamadas, e, televisão à cabo, para alguns mais abastados. Acontece que, nessas duas décadas, muitas coisas mudaram. A tecnologia de massas simplesmente teve uma explosão em quantidade, variedade, qualidade e preço. Tanto isso é verdade, que hoje se faz teleconferência por vídeo gratuitamente em conexões de alta velocidade, coisa impensável há vinte anos.

Por esse motivo, posso afirmar que somos afortunados. E, pelo mesmo motivo, fico me perguntando: se temos tanta tecnologia disponível, por qual motivo realmente bom é preciso que esses governantes todos viagem de avião, que consome querosene aeronáutico, que é caro e poluente, até o Rio de Janeiro, interditem ruas e avenidas importantes para o fluxo do já congestionado tráfego, escrevam e reescrevam um relatório com algumas centenas de páginas, gastando papel à toa, que, muito embora sejam proveniente de árvores reflorestadas, essas mesmas florestas replantadas tomam um espaço vital para a manutenção da flora e fauna nativos da região, levando, em alguns casos, à extinção de certas espécies, contribuindo para o desequilíbrio ambiental daquela região.

Pode parecer coisa boba, mas, pensemos um pouco: além de turismo bancado pelos cidadãos dos países membros das Nações Unidas, e tentativa de salvação econômica, o que realmente essas pessoas vieram fazer aqui no Brasil? Se formos analisar todo o material utilizado para tal conferência, e a quantidade de lixo produzido por essas pessoas, seus assistentes e comitivas, tem pouca coisa a ver com sustentabilidade. Nada os impediria de utilizar vídeo – conferência, compartilhamento de documentos via web, formulação de documentos a partir de editores de textos, entre outras coisas que até uma criança de dez anos de idade sabe fazer. Seria mais sustentável, cortaria gastos, evitaria transtornos e ainda ajudaria na própria segurança pessoal desses governantes e suas comitivas. Resolveria vários lados com uma única medida. Questão de Educação, com um toque de Moda e duas pitadinhas de Simplicidade.