domingo, 12 de agosto de 2012

O Segredo dos Brilhantes – Parte 1

Conforme anunciado na semana passada, a partir de hoje, 12 de Agosto de 2012, as atualizações do blog serão semanais, sempre lançadas às 10:30h da manhã de domingo. E, para estrear nosso novo formato, quero dividir um segredo com você.

Sim, sim, um segredo que aprendi assistindo à uma entrevista do ator estadunidense Al Pacino ao repórter Larry King. É uma coisa que todos nós já ouvimos alguma vez na vida, mas, talvez, não tenhamos ligado o nome à pessoa, ou, por quaisquer outro motivo, não tenhamos entendido o real significado das palavras a nós ditas.

Sempre ouvi dizer que a excelência se conquista através de muito trabalho duro e fé no que se faz, mas, incrivelmente, já vi muita gente trabalhar duro e ter fé, e, ainda assim, não ser bom no que faz. Há também aqueles que dizem dom não se cria, se nasce com ou sem, e ponto final. E, sempre vai haver aqueles que simplesmente dizem que é uma questão de sorte.

Bom, até o presente momento, sempre acreditei ser um conjunto de fatores que, se somados ao exercício continuado, produzem o resultado da excelência, mas, também, não deixo de lado uma qualidade primordial: a persistência. O Sr. Pacino, em questão, era a última escolha para o papel de seu primeiro filme, na década de 1970.

Ninguém queria ele. Não era charmoso como Clint Eastwood, não tinha qualquer qualidade de galã, como Jeremy Irons, não era carismático como Henry Fonda, ou seja, era um ninguém. Mas, de tanto persistir, por acreditar no que fazia, por gostar da profissão, por sentir que não havia outra coisa no mundo que o faria se sentir completo, que acabou vencendo pelo cansaço, e, olhe só, já fez mais de 30 filmes e inúmeras peças teatrais!

A entrevista durou cerca de uma hora e permeou diversos temas, mas, quando o repórter lhe perguntou sobre como o ator teria conseguido se sagrar uma lenda viva do cinema e seu gosto por atuar, o Sr. Pacino, em toda sua simplicidade, disse: 'Não é que eu goste de atuar, eu preciso atuar. É como a necessidade de respirar, não posso evitar.'

Depois que ouvi isso, pensei que talvez, somente talvez, o mesmo se aplique à todas as profissões, incluindo a nossa. E, num nível mais profundo, esse tipo de declaração só possa ser dada por aqueles que realmente saibam quem são, por que são, o que vieram fazer no mundo, e que aceitam seu papel no mundo de forma genuína.

O que requer um grau elevado de coragem, simplicidade, autenticidade e honestidade que estamos desacostumados a ver todos os dias. E essas qualidades serão o tema de nossas próximas atualizações, pois, ainda há pessoas que confundem uma coisa com a outra, e isso não pode acontecer, se queremos crescer e melhorar como pessoas e profissionais.