domingo, 26 de agosto de 2012

O Segredo dos Brilhantes - Parte 3

Segundo o Dicionário Online de Português, Simplicidade é:

s.f. Qualidade daquilo que é simples, que não é composto: simplicidade dos elementos.
Ausência de complicação: simplicidade de raciocínio.
Naturalidade, desafetação: falar e escrever com simplicidade.
Ingenuidade, candura, pureza, sinceridade: confessou seu amor com toda a simplicidade.
Falta de luxo, de pompa, de sofisticação: veste-se com simplicidade.

E, nos dias atuais, é uma qualidade escassa, uma vez que foi convencionada a necessidade de estarmos sempre impressionando o outro, com mais, melhor e espetacular. Independentemente do quanto isso custe, física e emocionalmente. Seja à você, às pessoas com quem você se importa, ou mesmo aos seus bens e patrimônio. 

E, nossa profissão é, em muitos aspectos, parecida com a do cozinheiro. O que isso tem a ver com simplicidade? - você me pergunta. Bom, é incrivelmente pertinente. O bom cozinheiro sabe, quer por instrução ou experiência, que não se deve utilizar quinze ingredientes para preparar uma receita que requer apenas três ingredientes. Por vários motivos, isso é indesejável, mas, irei citar apenas três, para ilustrar melhor essa postagem:

1) Desperdício - Todo chefe de cozinha sabe que desperdício é o pai da falência, e, do jeito que comida tem estado cara, nunca foi tão certo esse pensamento;

2) Risco - Com muitos ingredientes, se perde muito tempo no preparo e, o risco de errar se torna muitas vezes superior do que se fizesse a receita de acordo com o livro,

3) Sabor - Quem tem algum gosto por comida sabe: pratos muito cheios de frescuras, além de caros, não têm sabor. E pagar por algo sem sabor e que não satisfaz, é triste!

Nós, na intenção de melhorar a qualidade de nosso trabalho, inventamos tantas modas, que, não só nos atrapalhamos, como também confundimos os estudantes. Exemplo disso foi a conversa que tive com um amigo de São Paulo, o João de Oliveira, que me dizia que, por lá, foram comprados tablets para estudantes de todas as escolas públicas, para que estudassem.

Oras, se esse mesmo estudante não consegue escrever e ler apropriadamente sem mais essa distração, imagine você com! Por favor, né? Mais simplicidade, menos complicação, e, talvez, até consigamos lecionar de vez em quando. Já cheguei à conclusão, por experiência, que menos é mais.

Se tem dúvidas sobre isso, lhe convido a pensar sobre isso: como as pessoas estudavam há cinquenta anos passados? Como se lecionava nesse mesmo intervalo de tempo? Depois, faça uma pesquisa de quantas teorias educacionais e invenções letivas foram criadas desde aquela época até o presente momento e os resultados produzidos.